Em casa
MONITORAMENTO DE DOENÇAS CRÔNICAS TEM CARÁTER EDUCATIVO PARA PACIENTES EM HOME CARE
Atendimento de equipe multidisciplinar é fundamental para a qualidade de vida do paciente com doença crônica

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por mais de 71% das causas de morte no mundo. Conforme estimativa do Ministério da Saúde, elas atingem 70% dos idosos, sendo que 40% tem apenas uma doença crônica e 30% possui duas ou mais. Diante desses dados, o serviço de atenção domiciliar surge como uma vantajosa estratégia de cuidado da saúde e da manutenção da capacidade funcional, principalmente dos idosos. Com o Sistema de Monitoramento de Doenças Crônicas do Grupo Vidas, o paciente é amparado 24 horas e recebe recomendações e visitas programadas de uma equipe multidisciplinar. A psicóloga Juliana Castro, do Grupo Vidas, explica que o programa de apoio terapêutico foi desenvolvido para que o cliente tenha o melhor e mais completo atendimento em sua residência. “Nós elaboramos um método assistencial para evitar o risco de agravamento da patologia. Nosso foco é manter a qualidade de vida e, para isso, o paciente tem todo o suporte necessário, sendo orientado sobre todas as precauções e os fatores que podem aumentar as chances de piora do quadro clínico.” A questão do envelhecimento populacional é um dos desafios atuais que requer mudanças e inovações sociais. Ainda de acordo com estimativas do Ministério da Saúde, em 2025, o Brasil será o 7º país do mundo em número de idosos.
O Home Care é uma modalidade de assistência à saúde repleta de benefícios não só para essa parcela da população, mas também para as operadoras de saúde. “O programa contratado oferece apoio em todos os aspectos para que o paciente seja mantido em domicílio, com prescrição médica adequada, sem correr riscos de infecções hospitalares, reduzindo assim os custos e o índice de internação”, afirma Juliana. A psicóloga conta que o ambiente hospitalar, muitas vezes, é árduo para a família e estar em casa favorece a readaptação do paciente. “As limitações impostas pela idade se intensificam com a evolução da doença, de modo que o impacto de não conseguir realizar as atividades básicas de vida diária sozinho causa um desconforto para o idoso e para a família, e o papel do psicólogo está no auxílio para lidar com as mudanças na vida deste paciente.” Além do apoio psicológico, o alinhamento com a enfermagem é fundamental em todo o processo. “A equipe tem um papel importante, principalmente, quando falamos de educação para a saúde. Ela é responsável por acompanhar a progressão da doença”, comenta Andreza Sampaio, coordenadora operacional e enfermeira do Grupo Vidas. A especialista reforça que a equipe auxilia no cuidado para a melhoria da qualidade de vida do paciente que possui uma doença crônica. “É essencial incentivar o paciente a seguir as orientações passadas pela equipe multidisciplinar”, enfatiza Andreza. Para Juliana, “é importante que o familiar, muitas vezes, denominado como cuidador, participe de reuniões que envolvam o paciente na sua nova realidade, para que assim, compreenda que não está sozinho e entenda que hoje o home care e o monitoramento das doenças crônicas é uma alternativa valiosa para o progresso do quadro clínico”, finaliza a especialista.
DOENÇAS DE INVERNO: CRIANÇAS MERECEM ATENÇÃO NA ÉPOCA MAIS FRIA DO ANO
Crianças com até seis anos devem ser vacinadas anualmente de acordo com o calendário do Ministério da Saúde
O frio do inverno é imbatível quando o assunto é pronto-socorro lotado de crianças com febre, garganta infl amada e tosse, sintomas comuns das doenças de inverno que podem ser causadas tanto por vírus, como por bactérias. As queixas mais frequentes são as infecções como otites, sinusites, amigdalites e resfriados em geral. Dra. Ani Ramalho, pediatra e Responsável Técnica do Grupo Vidas, ressalta a importância do cuidado com os pequenos em casa nessa época do ano. “Algumas atitudes comuns no inverno são prejudiciais, como fechar todas as janelas dos ambientes, temendo o frio. A utilização de cobertores com pelos também pode prejudicar os pacientes, já que seu uso pode gerar um quadro alérgico associado ao resfriado.” De acordo com a especialista, além do acompanhamento com pediatra, os pais precisam estar atentos aos sintomas que as crianças apresentam. “O monitoramento é fundamental, já que nem sempre a criança sabe dizer exatamente o que está sentindo. Observar os sinais de desconforto respiratório, febre persistente por mais de 72 horas e febre alta que não cede com o uso de antitérmico são fatores importantes para o atendimento da criança”, afi rma a médica. Porém, o que pode parecer simples, na prática não é. “É uma questão de tentativa e erro, já que os pais buscam aliviar a dor do fi lho, mas muitas vezes não administram a dose correta da medicação, que pode variar com a idade e o peso da criança. A automedicação é um perigo no cuidado das crianças”, alerta Dra. Ani. A pediatra recomenda realizar inalação com soro fi siológico e fazer a lavagem nasal, também com soro, algumas vezes por dia e reforça que os medicamentos como xaropes expectorantes e antitussígenos devem ser prescritos sempre pelo médico. Para manter a saúde das crianças em dia vale seguir algumas dicas para passar o inverno longe dos vírus e das bactérias. “É importante evitar ambientes fechados e, ao utilizar o aquecedor, colocar no espaço um umidifi cador ou bacias com água. Os ambientes também precisam ser higienizados com a mesma frequência, para evitar o acúmulo de mofo e ácaros – presente em tapetes, cortinas, bichos de pelúcia e cobertores”, explica a especialista que também enfatiza: “de acordo com o Ministério da Saúde, crianças entre seis meses até seis anos de idade devem ser vacinadas anualmente de acordo com o cronograma proposto.”