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Desospitalização Planejada
Como o home care pode ser uma alternativa segura e eficaz para a desospitalização de pacientes

A desospitalização é um processo que envolve a transição de pacientes hospitalizados para cuidados em um ambiente domiciliar, com a intenção de não apenas liberar leitos hospitalares para pacientes mais agudos, mas proporcionar um ambiente mais confortável, próximo dos familiares, com menores riscos de infecções hospitalares e maior qualidade de vida.
No Grupo Vidas Saúde, o processo de desospitalização é realizado de forma planejada em conjunto com as operadoras de saúde e familiares para manter a segurança do paciente durante toda a transição.
A Gerente Operacional do Grupo Vidas Saúde, Angélica Rosa Paixão, explica que primeiramente é solicitado pela operadora ao Grupo uma avaliação do paciente para verificar o quadro clínico.
A Gerente Operacional do Grupo Vidas Saúde, Angélica Rosa Paixão, explica que primeiramente é solicitado pela operadora ao Grupo uma avaliação do paciente para verificar o quadro clínico, questões sociais e qual a indicação do Plano de Atendimento Domiciliar (PAD): "Enviamos um enfermeiro de captação até o local e com base nos dados montamos um plano de atendimento, compartilhamos com a operadora que nos retorna com a autorização para iniciar a desospitalização".
De acordo com as complexidades e com o plano de atendimento, os próximos passos são administrativos e envolvem a seleção das equipes e profissionais que estejam altamente habilitados para realizar o atendimento de forma personalizada com o quadro clínico específico.
Nos casos de pacientes com alta complexidade em que é necessário o uso de ventilação mecânica, a equipe segue protocolos mais rígidos, onde há uma adaptação com o ventilador mecânico enviado pelo Grupo ao hospital que deve ser utilizado durante 48 horas. Após a adequação, é possível seguir com o processo de desospitalização.
Além dos protocolos específicos para ventilação mecânica, existem outros que buscam assegurar a saúde e a segurança do paciente durante todo o processo, entre eles estão:
Relatório específico de avaliação;
- Formulário NEAD;
- Avaliação de riscos assistenciais;
- Protocolo de ventilação mecânica;
- Protocolo de elegibilidade, inclusão, exclusão e alta na atenção domiciliar;
- Protocolos de prevenção e ocorrência de quedas;
- Prevenção de lesão por pressão.
O Gerente de Qualidade e Segurança Assistencial do Grupo Vidas, Roberto Corrêa Leite, explica que os protocolos buscam padronizar as ações relacionadas à atenção domiciliar: "A aplicação dos protocolos garante a transição do paciente e sua família para a residência de forma organizada e efetiva. Além de contribuir para o planejamento do cuidado, facilitar e agilizar o processo de comunicação entre a equipe multidisciplinar, alertar para a promoção da segurança do paciente, e gerenciamento de riscos assistenciais, em prol de desfechos clínicos mais favoráveis".
A transferência do paciente do ambiente hospitalar para o domicílio é realizada de acordo com a alta hospitalar, o planejamento e o transporte é feito para o mesmo dia.
"A função da operadora durante o processo é nos auxiliar em relação a autorização, orientações aos familiares e com o apoio no contato entre o hospital, operadora e Grupo, para que a desospitalização ocorra de forma tranquila e em um curto espaço de tempo. Já o papel dos familiares é compreender todo esse sistema, preparar a casa para recebê-lo e acompanhar a transição para o ambiente domiciliar".
De acordo com Angélica, ao chegar à residência, uma equipe composta por um enfermeiro de implantação, um fisioterapeuta e uma assistente social estará pronta para o atendimento, além do técnico de enfermagem nos casos de internação domiciliar.
Após a desospitalização planejada visando segurança e tranquilidade, o Grupo Vidas Saúde avança para a próxima etapa do cuidado domiciliar que é a manutenção do paciente no domicílio, mantendo a dedicação e cuidado de toda equipe para que possamos garantir uma recuperação bem-sucedida no conforto do lar.